Investigação mostrou que, entre 1922 e 1998, milhares de bebês e crianças morreram em abrigos para jovens grávidas no país.


Em 2017, engenheiros usaram radar para localizar vala comum com 798 criançasAIDAN CRAWLEY / EFE - EPA - ARQUIVO

A investigação de um dos capítulos mais sombrios da história da Irlanda foi concluída recentemente, mostrando que mais de 9 mil crianças morreram em lares católicos — instituições comandadas pela igreja, para onde iam mulheres que estavam grávidas de filhos fora do casamento — no país entre 1922 e 1998.

Apenas em um desses locais, um convento na cidade de Tuam, foi descoberta uma vala comum contendo os restos de cerca de 800 bebês, quase todis com menos de um ano. Na maioria das vezes, as causas das mortes foram desnutrição ou doenças. O local começou a ser investigado em 2017, as escavações começaram cerca de dois anos depois e foram concluídas em 2020.

Segundo o relatório de uma comissão do governo irlandês, que investigou os registros de 18 lares desse tipo, ao longo de 76 anos, mais de 57 mil mulheres, com idades entre 12 a mais de 40, foram enviadas a esses locais para terem seus filhos, que depois eram encaminhados para adoção. Um em cada sete bebês morreu nos lares, uma mortalidade de cerca de 15%.

Em um discurso na última terça-feira (12) no Parlamento do país, o Taoiseach (primeiro-ministro) Micheál Martin, disse que o relatório "abriu a janela para a cultura profundamente misógina da Irlanda em um período de várias décadas" e revela "falhas significativas do Estado e da sociedade".

Martin pediu desculpas a um grupo de sobreviventes dos lares, que acompanhavam a sessão, pelos "profundos erros" cometidos contra elas.

As mulheres sobreviventes contaram, ao longo da investigação, sobre maus tratos sofridos nas instituições e sobre como elas eram tratadas como "promíscuas" pelas freiras, além de não terem a opção de levarem seus filhos de volta para casa.

"Esperei por décadas por esse momento, quando a Irlanda revelou como dezenas de milhares de mães solteiras, como eu, e dezenas de milhares de nossos amados filhos, como meu Anthony, fomos separados à força, simplesmente porque não éramos casadas no momento em que as crianças nasceram", disse uma das sobreviventes, Philomena Lee, em um comunicado.

Para muitos sobreviventes, o relatório ainda não reflete a participação de membros da Igreja, que estimulavam as famílias a enviarem as mães solteiras para terem seus filhos.

Fonte: R7

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