Ligação mostra que programa de indenização de vítimas de pedofilia foi feito para pagar compensações menores que na Justiça.


Em ligação, advogado dizia falar em nome do arcebispo Timothy Dolan - ERIK S. LESSER / EFE - ARQUIVO

Em outubro de 2016, a Arquidiocese da Igreja Católica em Nova York lançou uma iniciativa chamada Programa de Reconciliação e Compensação Independente (IRCP, na sigla em inglês), com o objetivo de oferecer indenizações para as vítimas de abuso sexual. O arcebispo Timothy Dolan disse na época que o objetivo era "pedir perdão a elas pelos erros que foram cometidos".

No entanto, uma teleconferência realizada em dezembro de 2017 entre Kenneth Feinberg, o advogado apontado por Dolan para mediar o contato com as vítimas nos Estados de Nova York e Long Island, e representantes de três dioceses, fornece um panorama diferente da situação. A transcrição, divulgada pela ABC News, mostra que a intenção pode ter sido outra.

Na mesma época, deputados estaduais de Nova York estavam elaborando uma lei que ampliaria o prazo legal para que vítimas de abuso procurassem a Justiça para processar membros da Igreja por abuso. O projeto, que acabou sendo aprovado em 2019, abriria a porta para possíveis pedidos milionários de indenização.

"Já estamos fazendo isto (o programa), por que mudar os prazos? Não precisa disso. Estamos resolvendo nossos problemas, acho que é isso que o cardeal Dolan tem em mente", disse Feinberg durante a videoconferência. Dolan não é listado como um dos participantes da reunião virtual e não há registro de que tenha falado na chamada.

Acordos por indenizações menores

Durante a conversa, o advogado afirma que o cardeal estaria "preocupado" com a possibilidade da aprovação da lei e que um grande volume de acordos feitos pelo programa da prória igreja poderia ajudar a frear o processo no Legislativo.

"O que precisamos fazer é conseguir os acordos, então oferecemos US$ 10 mil. Em Buffalo, ofeceremos US$ 5 mil. Se conseguirmos, poderemos mostrar à assembleia que as pessoas estão aceitando esse dinheiro e assinando os termos. Assim, não precisam mudar a lei", explica ele.

Uma vez que esses acordos obtidos pelo IRCP fossem assinados fora dos tribunais, as vítimas abririam mão de processos na esfera civil que poderiam gerar indenizações muito maiores. Em outro trecho, a fala de Feinberg mostra que a intenção seria evitar exatamente isso.

"Existe o medo que aparelam pessoas que não participaram desse programa e consigam levar os casos para o tribunal. Lá eles podem pedir indenizações de US$ 5 milhões, US$ 2 milhões. Até agora, o máximo que pagamos, por mais horrível que seja a acusação, foi US$ 500 mil", relata o advogado. "As dioceses preferem pagar US$ 25 mil, US$ 50 mil ou US$ 100 mil do que US$ 1 milhão."

Para defensores dos direitos dos sobreviventes de abuso, essas revelações colocam em dúvida se o IRCP buscou, em algum momento, reparar os crimes cometidos. "Essas declarações são desrespeitosas com vítimas e sobreviventes de abuso sexual em instituições religiosas", disse o advogado Mitchell Garabedian, conhecido defensor de vítimas de abuso sexual, à ABC News.

A lei de proteção às vítimas de abuso infantil foi aprovada em fevereiro de 2019, criando um prazo de um ano para que os sobreviventes registrassem queixas que normalmente seriam prescritas. Mais tarde, a janela foi ampliada até agosto de 2021 por conta da pandemia de covid-19. Até agora, centenas de pessoas já abriram processos contra a igreja e outras instituições, o que levou várias dioceses de Nova York a declarar falência.


Se membro não admite culpa, nome deve ser preservado a fim de evitar prejuízos à reputação, informam autoridades da entidade

Igreja Católica quis preservar identidade dos padres - HOTLI SIMANJUNTAK/EFE

Os nomes de mais de 900 padres, suspeitos de abuso sexual de crianças nos Estados Unidos, foram deixados de fora da lista da Igreja Católica que apura os crimes, segundo um relatório obtido pela AP (Associated Press) no final de 2019.

Apesar de divulgar os nomes de quase 5.300 padres - incluindo 200 em Nova Jersey -, a igreja deixou centenas de membros do clero fora das listas apresentadas por dioceses e ordens religiosas em todo o país, segundo a investigação.

A constatação ocorreu depois de uma comparação de um banco de dados mantido pelo grupo BishopAccountability.org, que reúne documentos de falência, ações judiciais, informações de liquidação, relatórios de júri e contas da mídia.

Mais de 100 ex-membros do clero que não constavam das listas da Igreja Católica foram acusados ​​de crimes sexuais, como estupro, pedido e recebimento ou visualização de pornografia infantil.

Outros 400 nomes documentados pela AP pertencem a clérigos que serviram em dioceses que não divulgaram nenhuma lista.

“Existem muitas lacunas nessas listas”, disse Terence McKiernan, co-fundador da BishopAccountability.org. “Ainda há muito a fazer para chegar à transparência real e verdadeira”, completou.

Autoridades da Igreja Católica disseram que, se um membro do clero não admite culpa, as acusações devem pesar na hora da divulgação de um nome, uma vez que pode prejudicar a reputação daqueles que podem ter sido falsamente acusados.

Ao nomear padres acusados, eles também ficam vulneráveis ​​a ações judiciais mesmo que inocentes, explicou a igreja.


O padre católico é alvo de investigação na Califórnia por agredir mulher com quem mantinha relações sexuais 

Um padre católico na Califórnia escandalizou sua comunidade a partir de pesadas denúncias relacionadas ao envolvimento com gangues, drogas e armas - além da prática de relação sexual com abuso físico. O padre Guadalupe Rios, da Igreja de São José, em Selma, Califórnia foi colocado em licença administrativa durante uma investigação interna, de acordo com Cheryl Sarkisian, chanceler da Diocese de Fresno.

A diocese também conseguiu uma ordem de restrição para que o padre Guadalupe Rios se mantenha a pelo menos 100 metros de distância da igreja, de acordo com o jornal local, The Fresno Bee.

Rios foi acusado de ter uma relação “física” e “romântica” com uma mulher de 41 anos que trabalhava como sua assistente, segundo o Bee, que não a identificou. A mulher encerrou o relacionamento de quatro anos com o padre, durante os quais, segundo ela, teria sido agredida violentamente, levado um soco no rosto e derrubada ao chão mais de uma vez. Na descrição da mulher, o padre Guadalupe era um consumidor compulsivo de maconha e a teria ameaçado com uma arma num jogo de roleta russa.

Padre Guadalupe Rios, afastado por acusações de agressão, envolvimento sexual e uso de droga - REPRODUÇÃO/NEW YORK POST/IGREJA CATÓLICA ST. JOSEPH

- Rios e eu estávamos em sua reitoria quando ele apontou uma arma para a cabeça na minha frente ”, de acordo com o programa de tevê ABC 30 Action News.

- Quando comecei a chorar em estado de choque, perguntei o que ele estava fazendo e ele me disse: 'Ou eu vou morrer ou você vai ou nós dois vamos morrer'. Devido ao seu passado como membro de gangue e amigos gângsteres, temo pela minha segurança e pela minha família, continuou ela.

Os oficiais da igreja e a mulher também confirmaram na investigação interna da diocese a ligação do padre com gangues de rua.

Vários paroquianos disseram à Action News que sabiam que Rios estava ligado a uma guangue e viram fotos dele nas redes sociais com rifles de assalto ou uma pistola Magnum .357 de alta potência.

Melanie Sakoda, especialista de apoio da Rede de Sobreviventes de Abusos por padres, disse ao programa de tevê que as imagens de Guadalupe exibindo armas são por si pertubadoras e deveriam merecer uma ação por parte das autoridades católicas.

Rios também já havia sido condenado em 2016 por dirigir com o dobro de teor alcóolico permitido.

O chanceler da Diocese de Fresno Cheryl Sarkisian emitiu um comunicado em que diz que se trata de uma investigação interna:

- A confidencialidade e privacidade de todas as partes envolvidas serão respeitadas e mantidas, mas posso afirmar que o padre Rios foi colocado em licença administrativa remunerada enquanto a investigação está em curso

O chefe de polícia de Selma, Joe Gomez, disse à Action News que seu departamento não recebeu nenhum relato sobre o suposto crime e nenhum veículo de comunicação conseguiu entrar em contato com Rios, que enfrentará uma audiência no tribunal em 25 de janeiro.


Travis Clark foi detido com duas mulheres no altar do templo em Pearl River, no Estado da Louisiana (EUA); eles podem pegar até três anos de prisão cada.

Padre Travis Clark foi preso por atos obscenos - DIVULGAÇÃO / POLÍCIA DE PEARL RIVER

O padre católico Travis Clark, 37, foi preso na última semana em Pearl River, no estado da Louisiana (EUA), após ser flagrado gravando uma cena de sexo no altar de sua igreja com duas mulheres, uma delas atriz de filmes adultos.

A prisão aconteceu depois que uma testemunha gravou, da entrada da igreja, um vídeo com toda a situação e levou para a polícia. Segundo o depoimento, os três estavam seminus no altar da igreja e era possível ver tudo da rua.

O padre e as duas mulheres foram levados para a delegacia e acusados de ato obsceno. Eles vão responder em liberdade e podem ser condenados a até três anos de prisão.

Segundo a imprensa local, uma câmera e um celular estavam sendo usados pelo trio para gravar as cenas íntimas e a iluminação do templo durante a noite chamou a atenção da testemunha, que parou para ver o que estava acontecendo.

O arcebispo de Nova Orleans, Gregory Aymond, disse que mandou queimar o altar depois que o caso foi descoberto.

Fonte: R7

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