Governo dos EUA executa condenado com deficiência intelectual e Covid. Foi a 12ª e penúltima execução do governo Trump, que retomou a prática no ano passado, após 17 anos e durante a pandemia. Biden promete trabalhar para abolir a pena de morte.


Foto de 28 de agosto de 2020 do complexo prisional federal em Terre Haute, Indiana — Foto: Michael Conroy/AP

O governo dos Estados Unidos executou Corey Johnson, condenado pelo assassinato de sete pessoas que tinha deficiência intelectual e estava com Covid-19. Ele foi declarado morto às 23h34 (horário local) de quinta-feira (14) no presídio em Terre Haute, no estado de Indiana.

Johnson, de 52 anos, foi condenado pelo assassinato de sete pessoas na Virgínia em 1992, quando fazia parte de uma quadrilha de tráfico de drogas.

Suas condenações foram por ser o atirador em um assassinato triplo e por participar de outros quatro assassinatos capitais, incluindo atirar em um traficante rival 15 vezes.

Foi possível ouvir aplausos da sala reservada para os parentes das vítimas.

Quando questionado se tinha alguma última palavra, Johnson inicialmente pareceu surpreso e distraído e falou que "estava bem". Em seguida, olhou para a sala destinada à sua família e disse: "Amo vocês".

Em sua última declaração, Johnson afirmou que lamentava por seus crimes, listou os nomes de suas vítimas e pediu que elas fossem lembradas e agradeceu aos guardas da prisão e seus advogados por serem gentis.

"Não sou o mesmo homem que era", escreveu Johnson na declaração. "Estou bem. Estou em paz."

Execuções sob Trump

Foi a 12ª e penúltima execução federal do governo de Donald Trump, que retomou a prática no ano passado, após 17 anos e durante a pandemia. Presos no corredor da morte, advogados, membros do equipe de execução e agentes penitenciários contraíram a doença desde então.

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, que tomará posse na quarta-feira (20), promete trabalhar para abolir a pena de morte.

A execução ocorreu após a Suprema Corte americana rejeitar um pedido da defesa alegando que Johnson era deficiente mental e não podia ser executado legalmente.

A Suprema Corte também negou atrasar a execução de Dustin Higgs, que também pegou Covid-19 na prisão e deve perder a vida nesta sexta-feira (15).

Governo dos EUA executa 1ª mulher em quase 70 anos

Trump retomou as execuções federais depois de 17 anos. Lisa Montgomery foi condenada por matar, remover da barriga e roubar o bebê de uma mulher grávida no Missouri. Suprema Corte anulou decisão de um juiz de Indiana que impedia a execução.


Esse é um dos últimos atos do governo de Donald Trump. O presidente, um defensor da pena de morte, ignorou uma petição de clemência apresentada por apoiadores de Lisa Montgomery, de 52 anos, a condenada.


EUA vão retomar a execução de condenados à pena de morte por tribunais federais

Montgomery foi morta com uma droga letal, o pentobarbital. Antes de receber a injeção no braços, ela bateu os dedos nervosamente e fechou os olhos. Ela engasgou quando a substância entrou no seu corpo, sua barriga chegou a mexer, mas ela parou rapidamente.


Um funcionário com um estetoscópio entrou na sala, ouviu o coração e o pulmão de Montgomery e, à 1h31 (horário local), declarou que ela estava morta.

Apelos antes da execução

A execução chegou a ser suspensa por um juiz de Indiana, mas o Supremo reverteu a decisão e ordenou que o ato prosseguisse.

A defesa de Montgomery, que tentava impedir a execução, alegava que ela sofria de distúrbios mentais.

Foi a primeira mulher executada pelo governo federal dos EUA desde 1953, os estados seguiram com execuções nesse intervalo, no entanto.

O crime de Montgomery

Lisa Montgomery foi condenada por matar, remover e roubar o bebê de uma mulher grávida no Missouri.

Em dezembro de 2004, aos 36 anos, ela dirigiu por quase três horas de sua casa em Melvern, no estado do Kansas, até Skidmore, uma cidade no Missouri.

Ela foi à casa de Bobbie Jo Stinnett, uma jovem de 23 anos, que ela havia conhecido pela internet. Stinnett e o marido, Zeb, de 24 anos, esperavam o primeiro filho, e ela estava no oitavo mês de gestação.

Montgomery usou nome e e-mail falsos para marcar a visita, sob o pretexto de comprar um filhote de cachorro (a vítima era uma criadora de cães).

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, dentro da residência, Montgomery atacou e estrangulou Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência.

"Usando uma faca de cozinha, Montgomery então cortou o abdome de Stinnett, o que fez com que ela retomasse a consciência. Uma luta se seguiu, e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte", diz o texto do Departamento de Justiça dos EUA.

Montgomery usou uma corda para estrangular Stinnett. Ela então removeu o bebê do corpo da mãe e o levou de volta à casa que dividia com o marido, Kevin, no Kansas. Ela tentou fingir que o bebê era seu.

O corpo de Stinnett foi encontrado horas depois por sua mãe.

17 anos sem execuções

O governo de Donald Trump retomou as execuções depois de um hiato de 17 anos.

Desde a retomada, em julho, dez homens receberam a pena de morte.

Além de Montgomery, o governo Trump planeja executar dois afro-americanos esta semana: Corey Johnson na quinta-feira e Dustin Higgs na sexta.

Nesses casos, há incerteza após a decisão de um tribunal federal de bloquear suas execuções. Os dois condenados à morte contraíram recentemente Covid-19, e a injeção letal poderia lhes causar sofrimento ilegal, consideraram os juízes.

Placa de proibido ultrapassar em frente ao presídio federal de Terre Haute, em Indiana, nos EUA — Foto: Michael Conroy/AP

Ex-agentes penitenciários de Terre Haute, por sua vez, escreveram ao secretário de Justiça interino, Jeffrey Rosen, pedindo-lhe que adiasse essas execuções "até que os funcionários da prisão sejam vacinados contra a Covid-19".

Uma execução exige que dezenas de pessoas permaneçam em um ambiente fechado, um ambiente propício à disseminação do vírus. Por esse motivo, os estados suspenderam as execuções por meses.

A postura do governo Trump vai no sentido contrário, desejando prosseguir com as execuções o mais rápido possível antes de deixar o poder.

"Nas últimas horas da presidência de Trump, há uma corrida para executar pessoas que estão no corredor da morte há anos ou mesmo décadas. É uma loucura", denunciou o senador democrata Dick Durbin na rádio NPR na segunda-feira.

Presos com Covid-19

Na terça-feira (12), a juíza Tanya Chutkan havia adiado as execuções até pelo menos 16 de março para permitir que os condenados se curassem. Médicos especialistas disseram os pulmões danificados pelo coronavírus resultariam em sofrimento excessivo caso recebessem injeções letais.

Os advogados defenderam que as injeções de pentobarbital causariam um edema pulmonar instantâneo, provocando sensações semelhantes a afogamento, e tal prática viola a 8ª Emenda da Constituição americana, que proíbe punições "cruéis e incomuns".

Mas o Tribunal de Apelações dos EUA anulou a sentença de Chutkan, e a Suprema Corte referendou a decisão.

Deficiência intelectual

Os advogados de Johnson alegavam também que o condenado mal conseguia ler ou escrever e tinha um QI dentro do limite de 70-75 pontos usado pelos tribunais para determinar "retardo mental", o que impediria a execução de acordo com a Lei Federal de Pena de Morte.

"Esta noite, o governo executou Corey Johnson, uma pessoa com deficiência intelectual, em total violação da Constituição e da lei federal", afirmaram seus advogados em um comunicado.

Fonte: G1

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